SÃO PAULO - Ainda que timidamente, os livros digitais começam a ganhar espaço no Brasil. O cenário ainda difere bastante do observado em países como Estados Unidos - onde os ebooks já representam cerca de 4% do mercado de livros -, mas algumas iniciativas implantadas nos últimos meses dão sinais de que para se tornarem habituais entre brasileiros, os livros digitais só precisam de tempo.
Em março, a Livraria Cultura, uma das maiores do ramo no país, começou a comercializar livros também no formato eletrônico por meio de sua loja virtual. Na Livraria Saraiva, os ebooks entraram no catálogo no dia 10 de junho. Ambas as empresas disponibilizam as obras em arquivos PDF, que mantém as características das publicações impressas, ou ePub, mais adequado para leitura em e-readers ou tablets por apresentar conteúdo redimensionável.
Sergio Herz, diretor de operações da Cultura, e Marcílio Pousada, diretor presidente da Saraiva, concordam que um dos maiores desafio para a popularização do livro digital é a escassez de acervo no Brasil. Enquanto nos Estados Unidos a Amazon disponibiliza quase de 2,5 milhões de obras digitais entre gratuitas e pagas, no Brasil, o número de títulos em português adaptados para o formato eletrônico não passa de dois mil. Assim, dos 160 mil livros digitais do acervo da Saraiva, 158 mil são importados, em inglês. Na Cultura, não é diferente: são 110 mil títulos em idioma estrangeiro e perto de mil traduzidos.
As listas de ebooks mais procurados, por enquanto, não obedecem um perfil específico. "Temos de livros técnicos a literatura. Os mais baixados na Saraiva são os gratuitos: "O que a vida me ensinou" "Emagraça sem fome" "Almanaque do Pensamento 2010" e "O Retrato de Dorian Gray"", diz Pousada. Herz, da Cultura, explica que, neste primeiro momento, quem baixa livros digitais não são os apaixonados por literatura, mas os chamados "early adopters" - aqueles aficionados de tecnologia que procuram ser os primeiros a ter acesso a novos produtos.
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| Fonte: PR Newswire
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